A Efeméride Nacional

11 DE NOVEMBRO DE 1975

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Municipalizar Angola

novembro 17, 2017 0
O Vice-presidente da República, Bornito de Sousa, declarou nesta terça-feira, em Luanda, que municipalizar significa encarar o município como a fonte do desenvolvimento nacional.
Afirmou que o processo requer novos paradigmas de estruturação dos serviços públicos e, sobretudo, mais competências, recursos financeiros e melhores recursos humanos para os municípios.
Na abertura do V Fórum dos Municípios e Cidades de Angola, o Vice-presidente da República informou que o Executivo está a preparar um conjunto de medidas para o reforço da desconcentração administrativa e uma maior articulação entre a administração central e local.

Falou da necessidade de garantir que os municípios sejam dirigidos por mulheres e homens íntegros, honestos e capazes de assumirem os desafios do presente investindo essencialmente no homem, dotando-os dos melhores quadros.
Aferiu a necessidade de se promover a autoridade imposta pelo rigor, da qualidade do trabalho, da ética e da moral, mas nunca por meio da prepotência ou da arrogância.
Bornito de Sousa acredita que o sucesso do processo de municipalização passa muito pela existência de gestores municipais capazes de se colocar nos níveis mais altos no plano da ética e do patriotismo.
Falou ainda da necessidade de se reestruturar os serviços de inspecção da administração do território e os serviços de inspecção sectoriais, para prevenir condutas lesivas ao interesse público.
Defende a municipalização de serviços, de acordo com cada realidade, introduzindo as correcções necessárias, visando o resgate da confiança do cidadão nas instituições.
Defendeu a necessidade de se reflectir sobre os processos de arrecadação e afectação de certas receitas directamente dos municípios, para fomentar uma, cada vez maior, cultura de arrecadação e para fazer com que os recursos arrecadados sejam postos de modo célere ao serviço da população.
O reforço da desconcentração administrativa e a municipalização de serviços devem conduzir à descentralização administrativa e à realização das primeiras eleições autárquicas no país, durante a presente legislatura, disse.
Lembrou que a implementação gradual das autarquias locais foi uma promessa eleitoral, para cumprir.
Quando se afirma que “a vida faz-se nos municípios”, significa que lá deve ter serviços de melhor qualidade, com os melhores quadros e mais recursos, explicou o Vice-presidente da República


Pensar e Falar Angola

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Sonangol - exonerações e nomeações

novembro 15, 2017 0
Não é 'política' deste blog entrar em assuntos 'políticos'.
Como é evidente temos a nossa opinião, porém teimamos em respeitar TODAS as opiniões e a melhor forma é não seremos um blog 'politizado'. É claro que tudo é uma questão 'política'. No meu caso concreto, que não percebo nada de economia, nem de petróleos, nem de gestão, não me sinto com nenhuma vontade de comentar actos 'politico-económicos'. 
Mas tem sido recorrente recebermos comunicados à imprensa, quer de assuntos politicos, quer económicos e mais habitualmente culturais.
Hoje fomos surpreendidos por termos recebido um comunicado da Casa Civil da Presidência da República. Foi o primeiro, é verdade. Assim sendo e sem qualquer comentário maior fazemos um copy-past

Nota de Imprensa
O Presidente da República de Angola, João Manuel Gonçalves Lourenço, exonerou CARLOS SATURNINO GUERRA SOUSA E OLIVEIRA, do cargo de Secretário de Estado dos Petróleos.
Em sua substituição , e num outro decreto assinado hoje pelo Chefe de Estado, foi nomeado Secretário de Estado dos Petróleos PAULINO FERNANDO DE CARVALHO JERÓNIMO.

Também hoje, o Presidente da República de Angola, João Manuel Gonçalves Lourenço, usando dos poderes conferidos pela Constituição da República de Angola, tomou a decisão de exonerar as seguintes entidades que integram o Conselho de Administração da empresa SONANGOL – EP:

ISABEL DOS SANTOS, do cargo de Presidente do Conselho de Administração;
Eunice Paula Figueiredo Carvalho, do cargo de Administradora Executiva;
Edson de Brito Rodrigues dos Santos, do cargo de Administrador Executivo;
Manuel Lino Carvalho Lemos, do cargo de Administrador Executivo;
João Pedro de Freitas Saraiva dos Santos, do cargo de Administrador Executivo;
José Gime, do cargo de Administrador Não Executivo;
André Lelo, do cargo de Administrador Não Executivo;
e Sarju Raikundalia, do cargo de Administrador Não Executivo.

Noutro decreto, o Presidente da República nomeou as seguintes entidades para integrarem o Conselho de Administração da SONANGOL- Empresa Pública.

CARLOS SATURNINO GUERRA SOUSA E OLIVEIRA- Presidente do Conselho de Administração;
Sebastião Pai Querido Gaspar Martins- Administrador Executivo;
Luís Ferreira do Nascimento José Maria- Administrador Executivo;
Carlos Eduardo Ferraz de Carvalho Pinto- Administrador Executivo;
Rosário Fernando Isaac- Administrador Executivo;
Baltazar Agostinho Gonçalves Miguel – Administrador Executivo;
Alice Marisa Leão Sopas Pinto da Cruz- Administradora Executiva;
José Gime-Administrador Não Executivo;
e André Lelo- Administrador Não Executivo

CASA CIVIL DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, em Luanda, aos 15 de Novembro de 2017



Pensar e Falar Angola

domingo, 12 de novembro de 2017

Máscaras Cokwe - apresentação do Livro

novembro 12, 2017 0






Pensar e Falar Angola

CDC Angola em digressão

novembro 12, 2017 0
NOTA DE IMPRENSA

CDC Angola em digressão


A Companhia de Dança Contemporânea de Angola realiza este mês de Novembro uma digressão europeia, apresentando-se em Portugal e Espanha com a peça da sua última temporada, “(Des)construção” de Mónica Anapaz.
Sem recursos financeiros para honrar os convites, a direcção da CDC Angola envidou todos os esforços para compensar o trabalho investido pelos seus bailarinos e demais equipa, tendo a agradecer publicamente à TAAG Linhas Aéreas Angolanas, que assegurou as viagens para podermos deslocar-nos e ao banco BFA o apoio que permitirá o tempo de permanência desta companhia no estrangeiro.
Recordamos que esta companhia, à qual se deve a grande transformação do panorama da dança em Angola, foi fundada em 1991, é membro do Conselho Internacional da Dança da UNESCO, possui um historial de centenas de espectáculos apresentados em Angola e no exterior, com dezenas de obras originais e já actuou em diversos países em todos os continentes, sendo hoje a referência da dança cénica angolana no estrangeiro.
Cabe ainda referir que, passadas várias edições do mesmo, a CDC Angola foi contemplada este ano com o Prémio Nacional de Cultura e Artes na categoria Dança.

Gabinete de Divulgação e Imagem, da CDC Angola em Luanda, aos 09 de Novembro de 2017


LOCAIS E DATAS

Teatro da Comuna | Novembro

Quinta, dia 23 - 21h30

Sexta, dia 24 - 21h30

Sábado, dia 25 - 21h30

Domingo, dia 26 - 17h00


Teatro Lethes | Novembro

Sexta, dia 17 - 19.00 – Lançamento do Livro "Máscaras Cokwe: a linguagem coreográfica de Mwana Phwo e Cihongo" de Ana Clara Guerra Marques

Sábado, dia 18 - 21h30

Domingo, dia 19 - 16h00


Pensar e Falar Angola

Debate: «Racismo em Português: o lado esquecido do colonialismo»

novembro 12, 2017 0

sábado, 11 de novembro de 2017

Dia Nacional de Angola

novembro 11, 2017 0
A Historia é cíclica. A História é ondulante. A História é interpretativa.
Hoje Angola comemora 42 anos de Independência. Poucos são os que se lembram da noite de terror que viveram de 10 para 11. Poucos são os que dizem que valeu a pena ter medo. Simplesmente se esqueceram do medo. Mas um punhado de homens e mulheres, armados e mal armados, chefiados ou ao deus dará, angolanos e cubanos, ali nos lados de Kifangondo, heroicamente se bateram na pacata vila, ainda aldeia, para que os mercenários sul-africanos, portugueses, americanos, zairenses e angolanos, não impedissem a proclamação da Independência no largo que agora assim se chama.
Não era fogo de artifício que se ouvia lá longe. Não era luz de rua que iluminava, eram os flash dos fotógrafos apenas. A Bandeira Nacional hasteada, a Independência proclamada e um novo país acabara de nascer.
42 anos depois, que bom é ver que aqueles que em lados opostos estavam, hoje comemoram a Independência Nacional, o Dia Nacional de Angola.
Hoje, mudança de ciclo na ondulante História interpretativa de Angola


Pensar e Falar Angola

11 DE NOVEMBRO

novembro 11, 2017 0





Pensar e Falar Angola

Independência Nacional - 42º aniversário

novembro 11, 2017 0


Pensar e Falar Angola

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

PALESTRAS ALUSIVAS AO 11 DE NOVEMBRO

novembro 10, 2017 0


Universidade Agostinho Neto
Gabinete de Informação Científica e Documentação


NOTA DE IMPRENSA
PALESTRAS ALUSIVAS AO 11 DE NOVEMBRO
No âmbito das atividades científicas alusivas ao dia 11 de Novembro, a Faculdade de Letras da Universidade Agostinho Neto, realiza no dia 10 de Novembro (Sexta-feira), às 10h00, no auditório da Faculdade, um Ciclo de palestras alusivas ao 11 de Novembro, dia da Independência Nacional de Angola.
A primeira palestra, subordinada ao tema Os enormes Sacrifícios Consentidos pelo povo Angolano na Conquista da Independência”, proferida pelo Professor Doutor Feliciano Moreira Bastos. A segunda palestra, com o tema “Os benefícios da Independência para a Juventude Angolana”, será apresentada pela Dr.ª Yolanda Brígida de Sousa, Deputada à Assembleia Nacional e Presidente da UEESA.
Atendendo a importância do aludido evento, solicitamos ao Vosso Órgão de Comunicação Social a proceder à divulgação e cobertura do referido acto.
Gabinete de Informação Científica e Documentação da Universidade Agostinho Neto, em Camama,09 de Novembro de 2017
Pelo GICD 


Dia 10 de Novembro de 2017
Local: Auditório da Faculdade de Letras
09h30: Chegada dos participantes
10h00: Sessão de Abertura (entoação do Hino da República de Angola)
10h10: Momento Cultural
10h25: Palavras de boas-vindas, Digníssimo Decano, Professor Doutor Alexandre Chicuna 
10h30: Momento Cultural          
10h40: PALESTRAS
1º Tema: “Os Enormes Sacrifícios Consentidos pelo Povo Angolano na Conquista da Independência Nacional”
Prelector: Prof. Doutor Feliciano Moreira Bastos, Docente da FLUAN
2º Tema: “Os Benefícios da Independência para a Juventude Angolana”
Pelectora: Drª. Yolanda Brígida de Sousa, Deputada à Assembleia Nacional e Presidente da UEESA
Moderador: Mestre Francisco Matete, Docente da Faculdade de Letras
11h30: Momento Cultural

11h35: Fim da Cerimónia


Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Nomeação dos Vice-Governadores das províncias

outubro 26, 2017 0





PR angolano nomeia 38 vice-governadores para as 18 províncias

O chefe de Estado angolano, João Lourenço, nomeou hoje um total de 38 vice-governadores para as 18 províncias do país, informou à Lusa fonte da Casa Civil do Presidente da República.
As nomeações envolvem pelo menos dois vice-governadores por província, para os setores Político, Social e Económico e Serviços Técnicos e Infraestruturas, os quais se juntam aos 18 governadores que já tomaram posse no final de setembro.
Contudo, nas províncias de Luanda e de Cabinda, são nomeados três vice-governadores em cada. Em ambos os casos, os setores Político e Social são esperados do pelouro Económico.
O Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) venceu as eleições gerais de 23 de agosto último com 61% dos votos, permitindo a eleição de João Lourenço como novo Presidente da República, tendo vencido também nos 18 círculos provinciais.


No entanto, em Luanda e Cabinda o partido no poder em Angola não obteve maioria dos votos, face aos resultados das duas maiores forças da oposição, UNITA e CASA-CE.
Aquelas províncias foram igualmente duas das cinco em que mudou o governador provincial indicado pelo titular do poder executivo, com Adriano Mendes de Carvalho a substituir o general Higino Carneiro, em Luanda, e Eugénio César Laborinho, que no governo anterior ocupou a pasta de secretário para a Proteção Civil e Bombeiros do Ministério do Interior, a assumir o cargo antes ocupado por Aldina da Lomba Catembo, em Cabinda.
Além dos 38 vice-governadores e dos 18 governadores, João Lourenço já nomeou desde que tomou posse como Presidente da República, a 26 de setembro, entre outros cargos, 32 ministros e 50 secretários de Estado.
Fonte: Lusa


Pensar e Falar Angola

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Universidade Agostinho Neto

outubro 25, 2017 0








Universidade Agostinho Neto
Gabinete de Informação Científica e Documentação

NOTA DE IMPRENSA
Workshop  sobre Financiamento de Projectos
(Dias 26 e 27 de Outubro, Hotel de Convenções de Talatona-HCTA)

 A Universidade Agostinho Neto (UAN) em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian, realizam nos dias 26 e 27 de Outubro  um Workshop  sobre Financiamento de Projectos-Programas internacionais de  Financiamento, no Hotel de Convenções de Talatona-HCTA ,a partir das 09h00.

O acto de abertura será presidido pela Ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Professora Doutora Maria do Rosário Bragança Sambo.

O evento é promovido pelo Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI), com os seguintes objectivos: Reforçar o alinhamento de projectos às Políticas de Investigação e Prioridades definidas; Dar a Conhecer os programas de financiamento internacionais existentes; Motivar a apresentação de candidaturas a financiamentos; Contribuir para o aumento da capacidade institucional de atrair financiamento a partir de fontes alternativas.

O Workshop sobre Financiamento de Projectos, tem como público-alvo: Directores de Centros de Estudos e Investigação Científica, Vice-Decanos para Área Científica, Chefes de Departamentos de Ensino e Investigação das Instituições de Ensino Superior e Directores Gerais Adjuntos das Instituições de Investigação Científica, e Desenvolvimento.

Com a realização do Workshop espera-se maior divulgação de fontes externas de financiamento de projectos; Aumento da possibilidade de captação de financiamento de fontes internacionais; Diversificação de fontes de financiamento para acções de investigação científica, tecnológica e de inovação e incremento da produção científica e tecnológica.

 Atendendo a importância do aludido evento, solicitamos ao Vosso Órgão de Comunicação Social a proceder à divulgação e cobertura do referido acto.

Gabinete de Informação Científica e Documentação da Universidade Agostinho Neto, em Camama, 24 de Outubro  de 2017.
Pelo GICD

Professor  Doutor Maurício da Costa

                        


Lopes Baptista Morais
GICD/UAN
Telemóveis 
923895287;912365366
           Skype 
 ferreirabaptista
           Blogue
http://virtualidade.blogs.sapo.ao/ 


Pensar e Falar Angola

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Vivências press -Adolfo Maria

outubro 23, 2017 0

Procurando saídas

Estamos perante enormes problemas de ordem económica e social e também política. Já não servem mais a ninguém as atitudes e práticas de arrogância, intolerância e exclusão por parte do poder político (vigente até há pouco) para com os cidadãos e o seu autismo que o colocou tão distante da realidade. Precisamos de compreender como esse poder foi criado e desenvolvido para saber encontrar saídas.
Em Angola, foram tormentosos o acesso à independência e o pós-independência: uma luta de libertação com rivalidades fratricidas; chefias autoritárias dos movimentos de libertação; guerra civil para a tomada do poder pelas armas (em vez das eleições previstas pelos acordos de Alvor para a independência); implantação de uma feroz ditadura, sob a chefia de Agostinho Neto, no País tornado independente; uma persistente ameaça externa; uma prolongada guerra civil; um período pós-fim da guerra civil que se caracterizou por tiques autoritários do partido detentor do poder e do executivo chefiado por José Eduardo dos Santos. Tudo isto se passou em várias décadas.
O modo como decorreu a luta de libertação e o autoritarismo e intolerância reinantes em cada um dos então movimentos nacionalistas transferiu-se para a Angola tornada independente, sob o comando do MPLA. Desde logo foram marginalizados, ostracizados, aprisionados ou mesmo abatidos os que divergiam da direcção do partido no poder (mesmo sendo seus membros). Por outro lado, foram banidos os outros partidos e eram sumariamente liquidados os seus membros. De salientar que os partidos que combatiam o partido no poder, a FNLA e a UNITA, faziam o mesmo. Portanto, a sociedade angolana foi formatada, desde a independência, por uma cultura de intolerância e exclusão que teve consequências terríveis na evolução do país.
Agora (quase quarenta e dois anos depois da independência), chegámos a um ponto em que se verifica ser urgente uma nova atitude, quer por parte do poder, quer por parte da sociedade civil: as posturas de exclusão devem ser suplantadas pelas de inclusão. Começa-se a ter consciência de que é preciso um diálogo aberto entre o poder político e a sociedade civil para a discussão dos problemas, das suas possíveis soluções e uma disponibilidade da sociedade civil para a sua participação nas tarefas de urgente interesse nacional.
Por isso, em vários sectores da vida do país (jovens, intelectuais, políticos, empresários, associações, militantes e quadros partidários) se estão procurando saídas já há algum tempo. Por isso, vemos convergir em mesmas ideias e posturas indivíduos que anteriormente pensavam ou agiam de modos opostos. E estamos num momento em que é visível um arejamento da vida política, social e intelectual angolana que resultou das recentes eleições, apesar de seus aspectos controversos. São vários os sinais: desde os escritos e posturas de personalidades de variados sectores da sociedade civil a proclamações do próprio poder político que, abertamente, fala em inclusão, promete liberdade plena aos cidadãos, discussão e parceria com a sociedade civil (uma atitude que saudamos e é totalmente oposta à do anterior presidente). Compete aos cidadãos não deixar que o poder se fique por palavras e também compete a eles contribuírem para a desejada e necessária mudança.
Essa mudança terá de ser bem mais profunda que a prometida até agora e implica uma participação concreta e confiante dos cidadãos. Para isso, é fundamental saber-se “fazer o recurso à Nação”, um profundo conceito estratégico do meu companheiro de geração e de lutas e amigo, o falecido Gentil Viana, esse grande pensador e nacionalista, que tanto deu à nossa luta de libertação nacional e tanto sofreu no seu combate pela liberdade em Angola.


Pensar e Falar Angola

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

III Encontro de Educação Médica

outubro 20, 2017 0


Universidade Agostinho Neto
Gabinete de Informação Científica e Documentação

NOTA DE IMPRENSA
III Encontro de Educação Médica
 (Dia 07 de Novembro, no Centro de Convenções de Talatona)

O Centro de Estudos Avançados em Educação e Formação Médica (CEDUMED), realiza no dia 07 de Novembro, o III Encontro de Educação Médica, no Centro de Convenções de Talatona (CCTA), Sala de Imprensa,  a partir das 08h00, subordinado ao tema: Habilidades Clínicas e Educação Médica: Estado Actual e Perspectivas.
A actividade tem como objectivo: Debater o processo de ensino-aprendizagem médica almejando a formação de habilidades clínicas, incluindo a simulação médica, no contexto de Angola, à luz da experiência e das recomendações internacionais.
Com a realização do III Encontro de Educação Médica (IIIEEM), espera-se produzir inputs para melhorar o processo de desenvolvimento de habilidades clínicas visando a competência profissional, disponibilizando-os à academia, aos serviços de saúde e aos decisores nessa matéria.
O processo de ensino e aprendizagem na educação médica básica (e na especialização) é direccionado para o desenvolvimento das competências que o profissional deve ter, envolvendo (i) Conhecimentos, (ii) Aptidões e Habilidades, e (iii) Atitudes, Comportamentos e Valores. Este III Encontro de Educação Médica é dedicado às habilidades clínicas, entendendo por habilidades o que o graduado (ou especialista) deve saber fazer ou realizar, isto é, as capacidades para executar certos actos, resolver determinados problemas ou exercer determinadas funções que deve demonstrar (Perfil do Médico em Angola, 2009).
Os interessados em participar no  IIIEEM devem inscrever-se para o efeito, na Clínica Multiperfil.
Atendendo a importância do aludido evento, solicitamos ao Vosso Órgão de Comunicação Social a proceder à divulgação e cobertura do referido acto.

Gabinete de Informação Científica e Documentação da Universidade Agostinho Neto, em Camama, 19 de Outubro  de 2017.
   O Director

                                                           Arlindo Isabel




Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

IV Mostra de Cinema OLHARES

outubro 19, 2017 0
IV Mostra de Cinema OLHARES SOBRE ANGOLA 
25 e 26 de OUTUBRO de 2017
Sessões às 19h e às 21h, seguida de debate.
Com a presença de KAMY LARA (realizadora e diretora de fotografia)
Uma programação integralmente dedicada ao trabalho da produtora angolana GERAÇÃO 80.
ENTRADA LIVRE

Olhar o cinema angolano. O cinema em países como Angola representa algo de muito importante, não só no que diz respeito à preservação da memória de todo um povo, mas ao mesmo tempo a imagem de uma identidade e de desenvolvimento que pode mostrar ao resto do mundo. Assim, organizar um programa como o “Olhares Sobre Angola” em Portugal, país que por laços históricos reconhece essa identidade e onde reside a maior comunidade angolana no mundo, faz todo o sentido. Permite uma reflexão sobre outras formas de pensar, olhar e comunicar, contribuindo assim para um maior desenvolvimento cultural não só de Angola, mas da comunidade lusófona.
Curadoria: Maria do Sameiro André e Jorge António
Apoio: Associação il Sorpasso 
Técnico de vídeo: Pedro Louro

PROGRAMA
Quarta-Feira, 25 Outubro 
19h 
A NOSSA GERAÇÃO, Angola, 2017
(Sessão Videoclips, VideoArte, Making of’s)
21h 
INDEPENDÊNCIA, Angola, 2016, 95’
Realização: Fradique (Mário Bastos)

Quinta-Feira, 26 Outubro 
19h 
ALAMBAMENTO, Angola, 2008
Realização e Argumento - Mário Bastos
A LUZ NO QUARTO ERA VERMELHA PORQUE NÃO EXISTIA AMOR, Angola, 2016
Realização – Ery Claver
HÁ UM ZUMBIDO, HÁ UM MOSQUITO, SÃO DOIS, Angola, 2017
Realização - Ery Claver
HAVEMOS DE VOLTAR, Angola, 2017
Realização – Kiluanje Kia Henda
21h
DO OUTRO LADO DO MUNDO, Angola, 2016, 52’
Realização e fotografia: Sérgio Afonso

imagem: Do outro lado do mundo, Angola, 2016 de Sérgio Afonso
Pensar e Falar Angola

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Uma reflexão

outubro 11, 2017 0
http://www.angola24horas.com/index.php?option=com_k2&view=item&id=8551:a-mudanca-e-agora&Itemid=649
Na política, as palavras têm significado. "Melhorar o que  está bem e corrigir o que está mal" O slogan usado pelo vencedor das eleições de 23 de agosto de 2017 durante sua campanha é muito cativante e prometedor em termos de estratégia discursiva. Despertou a curiosidade dos especialistas em particular na comunicação política e, ao mesmo tempo, a vigilância dos angolanos nos próximos cinco anos.
Por Pody MINGIEDI, Politólogo - Genebra, Suíça
É responsabilidade dos novos governantes  do país não decepcionar. Claro, o MPLA ainda está no poder. Para marcar a diferença com o passado, seria necessário avançar rapidamente para as mudanças notórias. Um diagnóstico é necessário para ter um inventário melhor.
É com base nesta avaliação que o novo governo tentará tomar medidas adequadas. Não é suficiente alterar o produto como foi apresentado até a data da eleição. A mudança de conteúdo e embalagem é crucial.
Como ilustração, vale lembrar o que aconteceu em Benin em 1991. Após vários anos de gestão do país sem compartilhar, o presidente Mathieu Kérékou organizou eleições livres em seu país. ele foi vencido por seu oponente, Nicéphore Soglo, ex-Alto Funcionário do Banco Mundial, levantando a esperança de todo um povo. Após um período de cinco anos, ele foi vencido pelo mesmo Kérékou.
A moral da história é que os anos passam tão rapidamente que Soglo não teve tempo de cumprir suas promessas feitas durante sua campanha eleitoral.
O mesmo cenário pode acontecer em 2022 se o novo governo passar por erros. Para evitar uma possível implosão do partido ao poder a longo prazo, uma nova era deve ser aberta privilegiando a competência à custa de considerações partidárias. Oo país estando em reconstrução após várias décadas de conflito armado, seria ilusório argumentar que o monopólio da gestão por um partido político pode ajudar a reparar os danos do passado nos próximos cinco anos.
O fardo é tão pesado que requer muitos braços para carregá-lo. A renovação da classe política e a abertura à sociedade civil estão entre outros os elementos que merecem contribuir para a reflexão na tomada das decisões dos líderes recém-eleitos. Para que a luta contra a corrupção seja credível e eficaz, seria crucial configurar rapidamente uma estrutura independente que tivesse o poder amplo de denunciar e sancionar os corruptos e corruptores.
A apropriação indevida de fundos públicos e o problema dos recursos mal adquiridos serão objecto de condenações inequívocas, independentemente das identidades dos autores.
O encorajamento das denúncias espontâneas deve ser fortemente apoiado por uma lei proposta e votada pelo parlamento. É verdade que a transição política em Angola tem sido um sucesso e deve servir de referência para outros países do continente africano. Seria decepcionante se não fosse seguido pelos resultados em termos de mudanças neste caso,à maneira de governar.


Pensar e Falar Angola

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Caminho Longo

outubro 10, 2017 0

No próximo dia 13 de Outubro, temos o grato prazer em receber um nosso compatriota e associado antigo da nossa "Casa". Será um evento especial na apresentação da sua obra "Caminho Longo"; convidamos todos os admiradores e amigos de Jaime de Sousa Araújo a estarem presentes e assim honrarmos os seus 97 anos.


Pensar e Falar Angola